9 drinks sem álcool que parecem coquetéis de verdade nos bares de São Paulo
Foi-se o tempo em que coquetel sem álcool era mistura de xarope de fruta, água com gás e um limãozinho para dar graça. Sabor, complexidade, prazer e diversão hoje são entregues pelos mocktails para quem não bebe, para quem vai dirigir, para quem tem exame de sangue no dia seguinte ou para quem abusou na noite anterior e quer fazer companhia aos amigos que ainda estão com a corda toda.
Técnicas mais refinadas de mixologia vão parar nas taças sem álcool com o brilho de seus pares turbinados. Alguns bares oferecem o mesmo drink nas duas opções – quem prova a versão não alcoólica pode se surpreender. Tequila, vodca ou gim parecem não fazer falta em receitas que têm riqueza de fruta e outros elementos como bitters, especiarias, pimentas, clarificações com leite ou derivados que entregam corpo e maciez à bebida.
A onda é tão presente que quase não mais encontramos cartas exclusivamente alcoólicas – há sempre pedidas para quem se abstem. O bar Setim, em Pinheiros, apostou na tendência e tem feito sucesso com as receitas criadas por Guilherme Barella, da consultoria NaMesa. Quase todo o menu é flex e nem tudo é drink refrescante e levinho. Há várias pedidas mais encorpadas. No Setim e em diversos bares da cidade.
Shrumble (Setim)

(Foto: Divulgação)
Shrumble (R$ 27) tem pegada refrescante, frutada e delicada, com um tico de picância e levíssimo amargor. Vem com melissa, shrub de morango, limão-taiti, bitter de ruibarbo e pimenta gochugaru. É um dos coquetéis flex do cardápio do Setim, criado por Guilherme Barella, que sugere a adição de soju a quem quer turbiná-lo.
Setim / Rua Lisboa, 285, Pinheiros / @bar.setim
Quintal Ensolarado (Bar dos Arcos)

(Foto: André Yamamoto)
Quintal Ensolarado (R$ 21) é uma pequena salada na taça, com tomate, pimentas, cordial de maracujá e um toque de cumaru. Com uma pegada mais umami, alguma picância e muito aroma. Faz parte da nova carta Aos Balcões de Latino América, criada por Chula Barmaid e pela equipe de bar da casa.
Bar dos Arcos / Praça Ramos de Azevedo, s/n, República / @bardosarcos
Tereré (Tan Tan)

(Foto: Divulgação)
Tereré (R$ 38) tem mate, cordial de maçã e vinagre balsâmico de maçã. É leve e tem acidez acentuada. O amargorzinho do mate contrasta com o dulçor do cordial. Essa homenagem à região sul está na carta Perspectiva, criada por Thiago Bañares e Caio Carvalhaes, mais uma vez investigando ingredientes dos biomas do Brasil.
Tan Tan / Rua Fradique Coutinho, 153, Pinheiros / @tantannb
Libélula Prismática (Oculto)

(Foto: Divulgação)
Libélula Prismática (R$ 32) tem bom corpo, com sua mescla de cupuaçu, xarope de coco, limão, água de coco e aquafaba (água do cozimento do grão de bico, que dá textura ao drink). A criação é de Gabi Fernandes, chefe de bar do Oculto, cuja nova carta é inspirada nas cores e formas do movimento art noveau.
Oculto / Rua Fidalga, 120, Vila Madalena / @castelooculto
Nero (Coda)

(Foto: Karim Rojas)
Nero (R$28) teria tudo para ser um coquetel simplinho, mas ganha corpo e profundidade com o café preparado em cold brew, em harmonia com suco de cranberry, limão e xarope de bitter, que também aumenta a complexidade do trago. Amargor e acidez brincam nessa receita, criada por Alê D’Agostino para o charmoso Coda Bar.
Coda Bar / Rua Barão de Tatuí, 223, Vila Buarque / @_codabar
Dominic de Coco (The Parlor)

(Foto: Divulgação)
Dominic de Coco (R$ 35) tem um quê de coquetelaria tiki, um tanto de batidinha de praia, mas sem rum ou cachaça. Coco tostado, capim santo, mel e gengibre, tudo clarificado em leite, brincam numa mistura sedosa e encorpada. Arte dos bartenders Gui Ferrari e Lucas Felix, do The Parlor (que será ampliado e deixará de ser um dos menores bares de coquetelaria da cidade).
The Parlor / Rua Deputado Lacerda Franco, 248, Pinheiros / @theparlor.sp
Lux (Cortina)

(Foto: Angelo Dal Bó)
Lux (R$ 29) é outra receita que tem corpo, fruto da união de cenoura, curry e coentro. Tem uma pegada herbal, com algo cítrico e vegetal. O drink foi bolado pela bartender Grecia Vascal, que elaborou a carta do Cortina, o elegante “bar de ver” do centro da cidade, ao pé da Praça de República).
Cortina / Rua Araújo, 62, República / @cortina.sp
Kilig (Caledonia Whisky & Co.)

(Foto: Mauricio Porto)
Kilig (R$ 41) tem oolong milk tea infusionado no cheesecake, fermentado de morango, mix de ácidos, açúcar demerara e ar de morango, num conjunto de grande delicadeza. Está na carta Sinesthesys, do Caledonia Whisky & Co., e pode ser transformado em um coquetel alcoólico com adição de vodca.
Caledonia Whisky & Co. / Rua Vupabussu, 309, Pinheiros / @caledoniabar
Lapsang Espresso Martini (Setim)

(Foto: Divulgação)
Lapsang Espresso Martini (R$ 34) fecha nossa seleção. A alquimia de cold brew, chá defumado lapsang souchong, tâmara e bitter de cacau é complexa, aromática e não deixa que se sinta a falta do álcool. A sugestão do Setim para quem quer deixá-lo mais “atraente” é tequila, mas você pode optar por outros destilados.
Setim / Rua Lisboa, 285, Pinheiros / @bar.setim
