Capincho, em Porto Alegre, traz toda a riqueza dos Pampas e da Mata Atlância para os pratos e as taças

Por Gilberto Amendola

O Capincho, comandado pelo chef Marcelo Schambeck, pela jornalista Flávia Mu e pelo bartender Fred Muller, vem conquistando uma posição de destaque no cenário nacional. A casa foi adicionada à lista do 50 Best Discovery — uma extensão do 50 Best que aponta novos destaques do universo gastronômico e da coquetelaria — e está na posição de número 11 no ranking dos 100 Melhores Restaurantes do Brasil, realizado pela revista Exame Casual.

Referência em gastronomia autoral em Porto Alegre, o restaurante Capincho celebra a riqueza da identidade sulista e os ingredientes dos biomas Pampa e Mata Atlântica. Localizado numa simpática casa no bairro Moinhos de Vento, o restaurante tem uma fachada discreta e um logo com o desenho de uma capivara.

Costela do dianteiro, maciíssima, é o prato mais famoso do Capincho

O prato mais icônico da casa (e que combina com vários coquetéis da carta) é a costela do dianteiro, assada por 16 horas e que se solta fácil, fácil no garfo. Vem com molho de carne, purê, legumes na brasa, emulsão de nirá, noz-pecã e alho frito. Antes de pedir o clássico, é legal dar uma olhada na seção de opções sazonais, preparadas com o que há de melhor na estação. As empanadas de siri e milho crioulo com molho de tomate fresco são uma boa pedida para a entrada.

Empanadas de siri estão no cardápio sazonal do Capincho

Confira também se está disponível a lula grelhada com vinagrete de pimenta de cheiro, tomate verde e creme de betarraba ácido (a foto de abertura do post). Ou as mollejas com manteiga de Jerez Manzanilla, couve rábano, nabo e agrião. Haverá sempre boas surpresas nessa parte mutante do menu.

Dry Figo é um coquetel gastronômico que harmoniza com vários pratos da casa

Coquetelaria em perfeita harmonia com a comida
O Capincho tem um dos balcões mais bonitos e recheados do país. Não à toa, o time de bartenders de Fred Muller está preparado para atender a quase todos os pedidos etílicos de quem passa por lá. Mais do que isso, bartenders e clientes podem, na conversa, criar juntos um coquetel.

Entre os destaques da carta está o ótimo Dry Figo e Cabra (gim, figo, queijo de cabra e vermute seco). Para quem gosta de algo mais clássico e gastronômico, esse dry é a pedida certa, pois harmoniza muito bem com a costela da casa.

O ácido Purple Haze é boa pedida para começar o papo no Capincho

Outro coquetel que vale a pena ser provado na casa é o Purple Haze, com tequila, Gancia Americano, picles de beterraba e limão-siciliano. Sua pegada ácida é excelente pedida para acompanhar as empanadas e outras entradas.

Para finalizar uma noite no Capincho, não deixe de experimentar o Negroni de Bergamota & Capim-Limão — com gim, Campari, Aperol, Cynar, vermute tinto, bergamota e capim-limão. Essa versão de negroni pode acompanhar uma certeira seleção de charcutaria ou de queijos.

Gran finale com o robusto Negroni de Bergamota & Capim-Limão

Engana-se, porém, quem pensa que a noite terminou. As sobremesas do Capincho são irresistíveis, especialmente as servidas com os sorvetes preparados na casa. Além de gostosas, são lindas. Prove o sorvete de macela e cítricos da estação, com crocante de noz-pecã, mel de abelha nativa, hortelã e manjericão. Depois dele, é provável que sobre ânimo para mais um coquetel de saideira.

Tem mais: sobremesas lindas e irresistíveis como o sorvete de macela feito na casa

Fotos: Divulgação