VINDIMA 2026 DA VINÍCOLA GUASPARI TEM MENU ESPECIAL: PARCERIA ENTRES OS CHEFS GABRIEL RISCHIOTO E RODRIGO “MOCOTÓ” OLIVEIRA
É tempo de festa na Guaspari. Para comemorar os 20 anos de seu primeiro vinhedo plantado, a vinícola de Espírito Santo do Pinhal, São Paulo, providenciou um menu de luxo, feito em parceria entre o chef residente da casa, Gabriel Rischioto, e Rodrigo Oliveira, do Mocotó.
O menu de 5 tempos celebra a vindima 2026 e envolve as culturas do interior do estado e toda a produção da fazenda, que inclui café, uvas vitiviníferas, oliveiras, chás e macadâmia. Antes de sentar à mesa para saborear tudo o que foi pensado pela dupla, os turistas passeiam pela propriedade de 800 hectares.

(Foto: Thais Helena Benassi)
Tudo começa com um café da manhã de boas vindas, com produtos da fazenda, e continua com um tour pelos vinhedos, quando os visitantes participam de uma colheita simbólica. No caminho, há degustação de vinhos, chás, azeite e a visita à vinícola propriamente dita, local onde os vinhos são elaborados e armazenados, em ovos de concreto, tanques de inox ou barris de carvalho.
Na hora de refeição, muita calma. É preciso passear sem pressa pelo menu que transborda delicadeza (veja o cardápio completo no final do texto). A harmonia também prevalece, com destaque para dois casamentos especiais. O bolinho de milho, crocante por fora e cremoso por dentro, ficou sensacional fazendo par com o jovem Guaspari Rosé de Syrah. O creme de mandioca com cogumelos assados teve match perfeito com o Pinot Noir de 2018, rótulo que prova a capacidade de elaboração de vinhos de guarda em terroir paulistano.

(Fotos: Thais Helena Benassi e Sergio Crusco)
Diversidade em uvas, chás, café, azeites e macadâmia
Syrah é a uva imediatamente relacionada os vinhos do sudeste, a variedade versátil que melhor se adaptou à técnica de dupla poda praticada pela grande maioria dos produtores da região. A videira é “enganada” por uma poda extra e passa a dar frutos no inverno, estação mais propícia para a colheita, pela escassez de chuva.
A vitivinicultura da região, no entanto, tem avançado em diversidade, investindo em diferentes uvas e estilos. Gustavo Gonzalez, diretor de enologia da Guaspari, conta que Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon têm alcançado ótima qualidade em safras específicas. Entre as brancas, brilham a Sauvignon Blanc e a Viognier, variedade que tem crescido em produção e consumo no Brasil e na América do Sul.

(Foto: Thais Helena Benassi)
A pluralidade da fazenda vai além dos vinhos. Além de continuar produzindo café e azeites, a Guaspari encontrou em seu terrior potencial para a macadâmia (que aparece em forma de panacota no menu da vindima) e para os chás. A marca Infusiva foi incorporada ao portfólio da vinícola, com ações bem ousadas.
Um chazal de 500 plantas de Camelia sinensis, com mais de 60 anos, foi transplantado da região de Registro para as terras da Guaspari. As plantação estava irremediavelmente ameaçada pela construção de uma rodovia no terreno original. Hoje brota com viço na terra e origina receitas bem variadas em que são mesclados outros elementos naturais – nada de aromas artificiais. No menu degustação, os chás, além de harmonizarem com alguns pratos, têm a função de limpar o paladar entre as etapas.
Quando tudo era mato – ou melhor, cafezal

(Foto: Thais Helena Benassi)
A Vinícola Guaspari foi uma das principais responsáveis pela revolução do vinho no Sudeste do Brasil. Quando muita gente ainda achava que era impossível cultivar uvas vitiviníferas no estado de São Paulo, a empresa plantava suas primeiras videiras em Espírito Santo do Pinhal. A fazenda vinha de tradição cafeeira desde o século 19, cultura que ainda persiste, mas foi suplantada pelo vinho na Guaspari e em muitas outras propriedades da região.
A audácia completa 20 anos e deu início a uma corrida de produtores, fenômeno que colocou não apenas São Paulo no mapa do vinho brasileiro, mas Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Goiás. Novas experiências também brotaram em solo nordestino, para além do pioneiro Vale do São Francisco.
Grande parte dessas novas vinícolas nasceu com a cabeça voltada para o enoturismo, que explodiu na região, tendo a Guaspari novamente como ponta de lança. A vinícola paulistana recebe cerca de 40 mil visitantes por ano e cerca de 65% dos seus vinhos são vendidos diretamente aos turistas.
CONFIRA O MENU COMPLETO DA VINDIMA GUASPARI 2026

(Foto: Thais Helena Benassi)
1º TEMPO
Guaspari Rosé
Infusiva Rosé
TRIO DE PETISCOS
Dadinho de tapioca, bolinho de milho, tartare e biju
2º TEMPO
Porcellino Branco
Infusiva Branco
POQUECA DE CAMARÃO
Cuscuz de milho crioulo, ervilhas frescas e ovas
3º TEMPO
Guaspari Terroir Pinot Noir (safra de coleção)
Infusiva Tinto
MANDIOCA & COGUMELOS
Creme de mandioca, cogumelos assados e redução de Pinot Noir
4º TEMPO
Guaspari Syrah Vista do Chá
Infusiva & Guaspari Vista do Chá
BAIÃO DE DOIS
Baião cremoso, bife ancho curado e cebola-roxa
5º TEMPO
Café Especial Guaspari
Infusiva & Mocotó Chá do Sertão
PANACOTA DE MACADÂMIA
Panacota, compota de caju e praline de macadâmia
A visita com menu da Vindima 2026 e vai até dia 2 de agosto e custa R$ 1.088 por pessoa. Reservas devem ser feitas pelo site da Guaspari.

(Foto: Divulgação)
