6 RESTAURANTES COM JARDIM PARA CURTIR O CALOR EM SÃO PAULO
São Paulo não é só selva de pedra. Embora o ritmo da especulação imobiliária seja avassalador, ainda sobram espaços verdes aqui e ali. Numa tarde de sol ou numa noite de calor, queremos mais é vestir uma blusinha leve, botar as pernas de fora e encontrar os amigos para um papo, um bom prato e um drink num lugar que mais parece um parque ou o jardim da casa da vó.
Vitrus Indica seis restaurantes com muito verde e aconchego, paraísos em dimensões quase gigantes ou na forma de recantos secretos, na medida para encontros mais íntimos. Tem culinária internacional, brasileira, peruana e opções vegetarianas nesse balaio. Com bons drinks e vinhos para harmonizar.
PRAÇA SÃO LOURENÇO

(Fotos: Divulgação)
O Praça é quase um parque, com seus 1.500 metros quadrados e capacidade para 300 pessoas. Tem muito verde, lago com carpas, salas para eventos, mezzanino para encontros mais reservados, um charmoso bar especializado em cafés especiais, chachaças e coquetéis.
Com toda esse estrutura, o lugar pode comportar pequenos casamentos e outras comemorações. Boa parte do público vai ao Praça para saborear o farto buffet com saladas, antepastos preparados na lenha, prato quente do dia e grelhados opcionais. Mas também há serviço à la carte. Quando vem o frio, rola uma temporada de fondues, que podem ser harmonizados com uma boa seleção de vinhos.
Bom para ir com a família ou com amigos de botecagem.
Dica Vitrus: é possível fazer uma sessão de petiscos e drinks, com lulas na lenha com ponzu de limão e torradas de ervas, siri gratinado na lenha ou pizzas, outra especialidade do Praça.
Entremeie os acepipes com os coquetéis que vêm do bar chefiado por Vaninha, como o Flor de Eli, com cachaça de amburana, fernet, mel, limão cravo e bitter de cacau. Ou prove as finas cachaças selecionadas pela sommelière Mari Mesquita.
Praça São Lourenço / Rua Casa do Ator, 608, Vila Olímpia / @pracasaolourenco
JACARANDÁ

(Fotos: Giuliana Nogueira)
O Jacarandá é um pequeno oásis verde que resiste à verticalização do bairro de Pinheiros. O jardim frontal abriga várias mesas e, além de almoçar ou jantar, você pode passar por lá no meio da tarde para um café ou um drink, já que fica aberto sem pausa. O salão, nos fundos, foi construído de maneira a preservar o velho jacarandá que dá nome ao lugar.
Nos finais de semana, há café da manhã com pães de fermentação natural vindos da Padoca do Jaca, instalada numa casinha no meio do jardim. Para os seres da noite, ainda há o Raiz Club, porãozão com som de jazz e outros estilos de música ao vivo, molhados pelos coqueteís da APTK.
Bom para um almoço de negócios em que se quer impressionar bem o cliente.
Dica Vitrus: Terra & Mar é um dos pratos mais famosos e nunca sai do cardápio. Vem com arroz caldoso de camarão, camarões grelhados, guanciale frito, ervas, limão siciliano, pimenta seca e emulsão de alho confitado.
Para harmonizar com a comida do mar, e com estrutura e acidez boas para segurar a carne de porco, pense em Maturana Vox, vinho laranja feito com uvas Viognier no chileno Vale do Maule.
Jacarandá / Rua Alves Guimarães, 153, Pinheiros / @jacarandabr
CHOU

(Fotos: Divulgação)
Todo mundo quer ir para o fundo do calmo, discreto e chique restaurante da chef Gabriela Barretto. É lá que está o comprido jardim, com iluminação difusa e bom clima para o romance.
A cozinha é leve, cheia de sutilezas, trabalha com ingredientes sazonais e, portanto, o menu vive sofrendo alterações, de acordo com o que há de mais fresco no mercado. Em qualquer estação, há harmonias supreendentes.
Bom para ir a dois.
Dica Vitrus: prove a berinjela grelhada com tahine verde, ervas, coentro, trigo integral, noz-pecã e farinha de rosca.
Da carta de coquetéis assinada por Chula Barmaid, uma opção leve para aperitivo é o Spritz Torta de Maçã, com pisco infusionado em maçã verde, canela, e espumante. A carta de vinhos, organizada pela sommelière Gabriela Monteleone, privilegia rótulos de baixa intervenção.
Chou / Rua Mateus Grou, 345, Pinheiros / @restaurantechou
PÉ DE MANGA

(Fotos: Divulgação)
Outro restaurante-parque, o Pé de Manga faz sucesso há anos, desde o tempos em que o imóvel abrigava o Capim Santo. O jardim segue lindo e bem cuidado, com suas mangueiras centenárias fazendo sombra e refrescando o ambiente. É perfeito para longos almoços de final de semana, com bom papo rolando, ou jantares nas noites de verão.
Os pratos, vindos da cozinha do chef João Silva, costumam ser fartos, bons para serem compartilhados. Do bar, os coquetéis de Karina Ioshy chegam com muito frescor, privilegiando receitas frutadas, frescas e leves.
Bom para ir com as amigas.
Dica Vitrus: para abrir os trabalhos, a porção de miniacarajaés vai bem com os primeiros coquetéis. Entre os pratos principais, destaque para o filé de robalo com crosta de ervas ao molho de tangerina, com risoto de limão siciliano e farofa crocante.
Um dos drinks mais pedidos da casa é o fresco Nativa, com gim, licor de flor dec sabugueiro, manga, framboesa e calda de limão.
Pé de Manga / Rua Arapiraca, 152, Vila Madalena / @pedemanga
AMA.ZO

(Fotos: Divulgação)
Jardinzão de respeito, o Ama.zo assume o lado de fora. Fica no imenso quintal de uma casa da época de glória da atividade cafeeira em São Paulo. O palacete foi projetado no começo do século 20 por Ramos de Azevedo, arquiteto que desenhou marcos como o Theatro Municipal e o Mercadão da Cantareira.
Apesar de ser possível visitar parte do interior da casa, é no jardim que nos divertimos. Entre jabuticabeiras e outras espécies, a cozinha do chef Enrique Paredes abraça as várias faces da gastronomia peruana, incluindo ceviches e a culinária chifa, mescla de Peru com China.
Bom para ir com os melhores amigos.
Dica Vitrus: Chifa Aviación traz talharim salteado com shimeji, kimchi de pepino, castanhas de caju e salada quente de cenoura.
Além do Pisco Sour, clássico peruano, tente a Chica Maria, reinvenção do Bloody Mary com pisco (ou vodca), molho de pimenta rocoto, molho inglês, tabasco e pimenta japonesa togarashi.
Ama.zo / Rua Guaianases, 1149, Campos Elíseos / @amazoperuano
BOTANIKAFÉ BIENAL

(Fotos: Lais Acsa)
Mais para café do que para restaurante, a unidade do Botanikafé, no Prédio da Bienal, tem o Parque do Ibirapuera como jardim. Funciona das 8h Às 19h, servindo comidinhas e opções de brunch.
Bom para pequenas fomes, que pode ser aplacadas com frutas da estação, saladas, sanduíches e doces. Perfeito para o pitstop da sessão de caminhada no Ibira, sem prejuízo da contagem de calorias. Ou depois de percorrer as exposições no pavilhão da Bienal, no MAM ou no Museu Afro Brasil Emanoel Araújo.
Bom para ir a sós ou com quem estiver com você no rolê esportivo ou cultural.
Dica Vitrus: um dos pratos com mais sustança são as batatas assadas com salmão em lascas, salada de pepino, cebola roxa, alcaparras, broto de repolho roxo, raspas de limão siciliano e pimenta do reino.
Para beber, há smoothies e o refrescante Melonade, que mistura abacaxi, melancia, morango, limão e melaço de cana.
Botanikafé Bienal / Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n, Prédio da Bienal, Parque Ibirapuera / @botanikafe