{"id":2885,"date":"2026-08-25T10:35:45","date_gmt":"2026-08-25T13:35:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/?p=2885"},"modified":"2026-08-25T10:35:54","modified_gmt":"2026-08-25T13:35:54","slug":"de-taca-em-taca-laercio-zulu-e-a-explosao-dos-bitters-brasileiros-e-a-historia-das-gotinhas-que-transformam-seu-coquetel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/de-taca-em-taca-laercio-zulu-e-a-explosao-dos-bitters-brasileiros-e-a-historia-das-gotinhas-que-transformam-seu-coquetel\/","title":{"rendered":"DE TA\u00c7A EM TA\u00c7A: La\u00e9rcio Zulu e a explos\u00e3o dos bitters brasileiros (e a hist\u00f3ria das gotinhas que transformam seu coquetel)"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um papo sobre vinhos, coquet\u00e9is, cervejas e outras ta\u00e7as cheias por Sergio Crusco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A conversa j\u00e1 soma uns 14 anos. Eu come\u00e7ava a escrever sobre vinhos, cervejas e coquetelaria quando recebi a pauta de Patricia Oyama, ent\u00e3o diretora da revista Casa e Comida: &#8220;Vamos falar sobre bitters&#8221;? Vamos. Naquele verde per\u00edodo, eu j\u00e1 sabia que bitters eram gotinhas que se colocavam nos coquet\u00e9is. Mas por dentro, por dentro mesmo do assunto, eu n\u00e3o estava. Toca procurar no Google tudo o que eu pudesse achar sobre o assunto e quem tivesse a paci\u00eancia de me ajudar. N\u00e3o demorou para que eu topasse com uma mat\u00e9ria sobre o bitter artesanal que Spencer Amereno Jr. criara para usar em seus coquet\u00e9is. Spencer foi r\u00e1pido, certeiro e generoso em sua resposta: &#8220;Aaaah, o cara dos bitters mesmo \u00e9 o Zulu. Fala com ele!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00e1 fui eu, num tempo em que o mixologista La\u00e9rcio Zulu, de maneira totalmente artesanal, era o \u00fanico produtor de bitters no Brasil (hoje existem outros, como veremos). De sa\u00edda, ele definiu o bitter como &#8220;o tempero que real\u00e7a aromas e sabores, faz a liga\u00e7\u00e3o entre ingredientes do coquetel&#8221;. Diante de minha cara ainda um pouco confusa, exemplificou: &#8220;Um acaraj\u00e9 sem pimenta n\u00e3o deixa de ser acaraj\u00e9, assim como o feij\u00e3o preparado sem louro continua sendo feij\u00e3o&#8221;. A coisa foi ficando mais clara.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/IMG_7081-683x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2887\" srcset=\"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/IMG_7081-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/IMG_7081-768x1152.jpg 768w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/IMG_7081-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/IMG_7081-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/IMG_7081-600x900-1.jpg 600w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/IMG_7081-1365x2048.jpg 1365w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/IMG_7081-1200x1800.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>La\u00e9rcio Zulu macera ervas, especiarias sementes e cascas e as envia para a Destilaria Batista, em Minas Gerais, onde Zulu Bitters \u00e9 fabricado. As garrafinhas estar\u00e3o dispon\u00edveis em breve na  loja da Vitrus Brasil no Mercado Livre<br>(Foto: Tales Hidequi)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pra que raios servem os bitters?<br><\/strong>H\u00e1 coquet\u00e9is, por\u00e9m, em que o bitter torna-se indispens\u00e1vel. Imagine seu Fitzgerald sem algumas espirradas de Angostura ou outro bitter arom\u00e1tico? Seria apenas um Gim Sour. O Old Fashioned, seja preparado com bourbon, rum ou cacha\u00e7a, \u00e9 uma estrutura que carrega em si a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o de coquetel, publicada em 1806 pelo jornalista e escritor estadunidense Harry Crowell no jornal <em>The Balance and Columbian Repository<\/em>: \u201c\u00c9 uma bebida estimulante composta de destilados de qualquer esp\u00e9cie, a\u00e7\u00facar, \u00e1gua e bitters\u201d. Diante de qualquer proposta de Old Fashioned sem bitter, portanto, entramos no modo Amy Winehouse: &#8220;No, no, no&#8221;!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vamos esmiu\u00e7ar mais um pouquinho. O bitter \u00e9 uma macera\u00e7\u00e3o ultraconcentrada de bot\u00e2nicos &#8211; ervas, sementes, especiarias, cascas, flores &#8211; em \u00e1lcool. Eg\u00edpcios j\u00e1 faziam essas misturas, usando vinho como base, com plantas que consideravam ben\u00e9ficas \u00e0 sa\u00fade ou com que pretendiam combater algum mal espec\u00edfico. No come\u00e7o do s\u00e9culo 19, a coisa virou moda na Europa e em suas col\u00f4nias ao redor do mundo. Originalmente vendidos como t\u00f4nicos para diversas disfun\u00e7\u00f5es s\u00e9culos atr\u00e1s, n\u00e3o demorou para que fossem parar nas ta\u00e7as, vide a defini\u00e7\u00e3o de coquetel que aparece em 1806. Se aparece, \u00e9 porque j\u00e1 havia gente fazendo bitters bem antes da febre.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"724\" height=\"900\" src=\"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Thomas-Sydenham-im-Jahre-1688.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2894\" srcset=\"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Thomas-Sydenham-im-Jahre-1688.jpg 724w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Thomas-Sydenham-im-Jahre-1688-599x745.jpg 599w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Thomas-Sydenham-im-Jahre-1688-241x300.jpg 241w\" sizes=\"auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Thomas Sydenham foi o precursor dos bitters na Inglaterra do s\u00e9culo 17. Recomendava gotinhas amargas, boa alimenta\u00e7\u00e3o e exerc\u00edcios f\u00edsicos regulares a seus pacientes<br>(Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os ingleses saem na frente<br><\/strong>O m\u00e9dico ingl\u00eas Thomas Sydenham foi precursor do uso terap\u00eautico dos bitters na Europa. Viveu entre 1624 e 1689 e criou uma bebida com losna, ang\u00e9lica, hel\u00eanio, agri\u00e3o e raiz forte, recomendada para males estomacais e outras urucubacas, como a gota. Prescrevia a seus pacientes uma rotina de cuidados alimentares, exerc\u00edcios regulares (at\u00e9 hoje a gente sabe que faz bem) e o consumo de suas gotinhas (hoje a gente sabe que, no coquetel, fica gostoso). Foi chamado de Hip\u00f3crates Ingl\u00eas, em refer\u00eancia ao pai grego da medicina, que tamb\u00e9m fazia suas macera\u00e7\u00f5es de ervas e vinho. (N\u00e3o custa refor\u00e7ar que os eg\u00edpcios vieram antes.)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria dos bitters avan\u00e7a com o apotec\u00e1rio londrino Richard Stoughton, que bolou, em 1690, seu Elixir Magnum Stomachicum, recomendando seus clientes a mistur\u00e1-lo ao vinho. J\u00e1 no come\u00e7o do s\u00e9culo 18, os ingleses haviam sacado que dava um trilili a mais adicionar as gotas amargas de Stoughton ao gim, ao rum e a outras bebidas. N\u00e3o exatamente com inten\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas. O produto foi patenteado em 1712, grosseiramente pirateado e virou at\u00e9 motivo de chacota. &#8220;T\u00e3o in\u00fatil quanto uma garrafinha de Stoughton&#8217;s&#8221;, dizia-se de algo ou algu\u00e9m que se considerasse mequetrefe. Mas a ideia estava lan\u00e7ada e ganharia for\u00e7a do outro lado do Atl\u00e2ntico.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"526\" height=\"800\" src=\"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/s-l1600.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2888\" srcset=\"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/s-l1600.jpg 526w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/s-l1600-197x300.jpg 197w\" sizes=\"auto, (max-width: 526px) 100vw, 526px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>&#8220;Eles querem!&#8230; Elas exigem!&#8221;, diz a propaganda francesa do Bitter Angostura na Belle \u00c9poque. A marca surgiu no come\u00e7o do s\u00e9culo 19 e ganhou o mundo, afirmando para todo o sempre o papel dos bitters na coquetelaria<br>(Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os bitters conquistam o Novo Mundo<br><\/strong>Em 1824, nasce Angostura, o bitter mais c\u00e9lebre de planeta, engarrafado pelo m\u00e9dico cirurgi\u00e3o Johann Gottlieb Benjamin Siegert, que trabalhava para o ex\u00e9rcito de Simon Bol\u00edvar, libertador de v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul da coroa espanhola. O sucesso do elixir, antes pensando como maneira de aplacar o enjoo dos marinheiros no lufa-lufa anticolonialista, fez com que Siegert estabelecesse uma f\u00e1brica para a Angsotura na Venezuela, mais tarde transferida para Trinidad, onde permanece at\u00e9 hoje. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De l\u00e1 para c\u00e1, v\u00e1rias marcas surgiram, como Peychaud&#8217;s, Fee Brothers e as modernas Regan&#8217;s, Bitter Truth, Scrappy&#8217;s, Bittermens. A r\u00e1pida olhada na bancada de trabalho de um bar bacana nos faz pensar: &#8220;O que ser\u00e1 que eles fazem com todas essas garrafinhas?&#8221; Muita coisa. H\u00e1 bitters vegetais que real\u00e7am essa caracter\u00edstica nos coquet\u00e9is. Os achocolatados v\u00e3o trazer mais corpo e profundidade a receitas austeras. H\u00e1 os florais, para preparos delicados, os c\u00edtricos, para quem quer levantar o frescor de um drink. E j\u00e1 deu para perceber que nem s\u00f3 o amargor prevalece nessa hist\u00f3ria. Um bitter abaunilhado pode enriquecer o aroma e o sabor de um trago adocicado.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/BITTERS-683x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2889\" srcset=\"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/BITTERS-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/BITTERS-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/BITTERS-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/BITTERS-768x1152.jpg 768w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/BITTERS-1200x1800.jpg 1200w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/BITTERS-1365x2048.jpg 1365w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/BITTERS-600x900-1.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Parte da linha de bitters da San Basile Destilaria: receitas tradicionais e autorais, ampliando a riqueza sensorial dos bitters brasileiros<br>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Produtos com identidade brasileira<br><\/strong>Desde 2010, Zulu tem testado receitas e sua inten\u00e7\u00e3o nunca foi a de c\u00f3pia de produtos importados. Jurubeba, paratudo, castanhas brasileiras, baga de amburana, semente de guaran\u00e1 e outros perecotecos da nossa terra comp\u00f5em seu bitter arom\u00e1tico, agora relan\u00e7ado junto aos frascos de bitters de laranja e do novo cacau com pimenta, que tamb\u00e9m levam a marca da flora brasileira. &#8220;O bitter \u00e9 uma categoria gigantesca. S\u00f3 em coquetelaria, seu uso j\u00e1 tem mais de 300 anos. Por isso, acredito que ainda haja muito espa\u00e7o para cria\u00e7\u00e3o. Quis trabalhar com minha identidade, com ervas, sementes e cascas que conhe\u00e7o desde minha inf\u00e2ncia na ro\u00e7a&#8221;, diz ele, natural de Amargosa, interior da Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 busca de Zulu somam-se iniciativas mais recentes como a da San Basile Destilaria e da marca de bebidas Nib, que lan\u00e7aram outros sabores no mercado, al\u00e9m dos bitters arom\u00e1ticos que se assemelham \u00e0 cl\u00e1ssica Angostura. &#8220;Misturamos produtos tradicionais, como o arom\u00e1tico, o de laranja e o de cacau, a receitas autorais nossas, como o bitter floral, o de raizes e ruibarbo e o de folhas verdes&#8221;, diz Renato Chiapetta, criador da San Basile, com sete bitters diferentes em seu portf\u00f3lio, que tamb\u00e9m tem licores, amaros, vermutes e destilados.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/AMARENA-BITTER-decorada.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2890\" srcset=\"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/AMARENA-BITTER-decorada.jpg 1000w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/AMARENA-BITTER-decorada-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/AMARENA-BITTER-decorada-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/AMARENA-BITTER-decorada-300x300-1.jpg 300w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/AMARENA-BITTER-decorada-600x600-1.jpg 600w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/AMARENA-BITTER-decorada-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Nib Bitter Amarena Fabbri: parceria in\u00e9dita entre uma empresa brasileira e uma marca internacionalmente conhecida<br>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Novas ideias a serem reveladas<br><\/strong>Para Renato, a maior oferta de bitters brasileiros oferece op\u00e7\u00f5es e solu\u00e7\u00f5es aos bartenders, diante dos pre\u00e7os nem sempre amig\u00e1veis e da falta de continuidade na importa\u00e7\u00e3o de bitters no Brasil. Explorar novos produtos, com base em ingredientes nativos, pode ser um veio para que se estabele\u00e7a uma identidade nacional na fabrica\u00e7\u00e3o de bitters por aqui. O empres\u00e1rio acredita que a trilha j\u00e1 esteja aberta: &#8220;\u00c9 um caminho natural, pois somos curiosos e apaixonados por sabores. Novos perfis de bitters d\u00e3o mais espa\u00e7o para os bartenders criarem&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sou bem otimista em rela\u00e7\u00e3o ao momento da coquetelaria brasileira. \u00c9 o per\u00edodo mais sofisticado e promissor que o setor j\u00e1 viveu. O consumidor est\u00e1 cada vez mais curioso sobre origem, qualidade e a hist\u00f3ria por tr\u00e1s de cada produto&#8221;, diz o mixologista Pablo Moya, s\u00f3cio de Diego Dillon na marca Nib de bebidas e bitters. Nib Aromatic Bitter, o primeiro produto da categoria, nasceu mesmo como uma alternativa \u00e0 Angostura, por\u00e9m com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias. Mas n\u00e3o ficou por a\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois e lan\u00e7ar um bitter de chocolate, a Nib avan\u00e7ou na conquista de novos perfis numa parceria in\u00e9dita com a Fabbri, marca que produz frutas em conserva e a cereja amarena mais famosa para uso em coquetelaria. A elabora\u00e7\u00e3o do Nib Bitter Amarena Fabbri envolveu equipes do Brasil e da It\u00e1lia e abre pasasagem para ideias ainda n\u00e3o reveladas: &#8220;Estamos sempre de olho em novas oportunidades e colabora\u00e7\u00f5es que fa\u00e7am sentido para a marca, ent\u00e3o o p\u00fablico pode esperar novidades em breve&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"724\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ADV-LIQ-006_unframed-724x1024.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-2898\" srcset=\"https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ADV-LIQ-006_unframed-724x1024.webp 724w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ADV-LIQ-006_unframed-212x300.webp 212w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ADV-LIQ-006_unframed-1086x1536.webp 1086w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ADV-LIQ-006_unframed-767x1086.webp 767w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ADV-LIQ-006_unframed-600x849.webp 600w, https:\/\/www.vitrus.com.br\/indica\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ADV-LIQ-006_unframed.webp 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Catz Bitters foi criado nos Pa\u00edses Baixos no final do s\u00e9culo 18<br>(Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um papo sobre vinhos, coquet\u00e9is, cervejas e outras ta\u00e7as cheias por Sergio Crusco A conversa j\u00e1 soma uns 14 anos. 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